quinta-feira, 15 de agosto de 2019

OFICINA “COMO TOCAR PANDEIRO” FOI REALIZADA EM ALAGOA GRANDE COMO PARTE DO FESTIVAL “100 ANOS DE JACKSON DO PANDEIRO”.


ORQUESTRA DE PANDEIROS "ROBÉRIO CHAVES" - MAIS UM SONHO QUE DR. VANILDO PRETENDE TRANSFORMAR EM REALIDADE NA TERRA DO REI DO RITMO
O ator, músico, arte-educador ELY PORTO, coordenador do projeto Tamborete, realizou entre os dias 12, 13 e 14, deste, uma Oficina de “COMO TOCAR PANDEIRO” no Theatro Santa Ignêz de Alagoa Grande, evento tido como parte da programação do sexto RURALFEST e seminário de NEGÓCIOS CRIATIVOS do SEBRAE, aqui em Alagoa Grande, e que encerram a rota cultural Caminhos do Frio e a comemoração do centenário de Jackson do Pandeiro.
PROFESSOR ELY PORTO - UM DOS MAIORES MÚSICOS E ARTE EDUCADORES DA PARAIBA -
"COMO JACKSON DO PANDEIRO, PRECISAMOS APENAS DE FORÇA DE VONTADE".
 A Oficina que é a sequencia de uma outra Oficina “COMO FABRICAR PANDEIROS”, tem por objetivo, criar a “ORQUESTRA DE PANDEIROS ROBÉRIO CHAVES” em homenagem ao grande Músico alagoagrandense, ROBÉRIO CHAVES, que faleceu recentemente em um acidente de moto.  A sonhada Orquestra  pode chegar a participar da Cavalgada realizada pelo Sindicato dos Produtores Rurais que acontecerá no próximo dia 1º de Setembro por ocasião do encerramento do Festival de Artes Jackson do Pandeiro e do roteiro cultural “Caminhos do Frio”.

VIDEO DE DR. VANILDO FAZENDO A APRESENTAÇÃO DA OFICINA “COMO TOCAR PANDEIRO”.  https://www.youtube.com/watch?v=_C-ZdMpeEsA&feature=youtu.be
  
A oficina teve a participação em torno de 15 alunos e alunas que através dos ensinamentos do Professor Ely Porto, deram os primeiros passos na difícil arte de tocar pandeiro e quem sabe um dia, cada componente, possa desenvolver um pouco da vitoriosa arte de Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo.
 Com uma didática toda especial o Professor nos repassou os ensinamentos básicos sobre ritmos como o Coco, Xote, Frevo e Samba, ritmos que Jackson do Pandeiro dominava tão bem e que através desta oficina sonhada por Dr. Vanildo Pereira, Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, possa se revelar novos talentos para que se dê continuidade a “obra do mestre”.

 REALIZAÇÃO


O evento foi realizado pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Alagoa Grande (SPRAG), representando toda a classe de produtores e empresários rurais do município, com o apoio da Prefeitura Municipal, Sistema FAEPA/SENAR-PB, SEBRAE/PB e Sistema OCB/SESCOOP-PB.  Os pandeiros foram fabricados na Oficina de Pandeiros realizada na Sede da Associação de Capoeira Badauê coordenada pelo contra mestre de Capoeira, Professor Wellington Casinha.
 Pela animação dos alunos e alunas que chegaram a dançar Coco de Roda e Samba, animados por DANDA SANFONEIRO que fez uma participação especial no segundo dia da Oficina, espera-se que o sonho da criação de uma Orquestra de Pandeiros e a implantação de uma pequena fábrica de Pandeiros na terra do Rei do Ritmo, sejam concretizada.

Fotos e Matéria editada por Severino Antonio (bibiu – Fone/zap: 9 9369 3233).

















segunda-feira, 12 de agosto de 2019

HOJE, 36 ANOS SEM MARGARIDA – A LUTA CONTINUA

CASA DE MARGARIDA EM ALAGOA GRANDE, PB - PONTO TURÍSTICO DOS MAIS VISITADOS

 Margarida Maria Alves nasceu no dia 5 de agosto de 1933 no Sítio Jacu, município de  Alagoa Grande, Estado da Paraíba, filha de Manoel  Lourenço Alves e Alexandrina Inácia da Conceição. Sendo a filha caçula numa família de nove irmãos (os outros são Rita Maria da Conceição, Maria Inácia da Conceição, Antônio Lourenço de Souza, Severino Lourenço da Silva, Regina Maria Custódia, Francisco Lourenço da Silva, Inês Alves da Silva e Joaquina Maria Marinho), Margarida aos seis anos de idade iniciou seus estudos no Sítio Agreste. Aos oito anos começou a trabalhar na agricultura juntamente com sua família, plantando feijão, milho e abacaxi, culturas tradicionais de sua região.
      Católica por tradição, desde os primeiros anos de sua vida começou a freqüentar a Igreja da cidade, onde recebia a orientação do padre Geraldo Pinto, pároco local, que mais tarde ajudaria a fundar o Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
          No seu dia-a-dia era ativa e, sobretudo participante. Depois de preparar e plantar a terra, também participava diretamente da colheita e do transporte dos produtos, para comercializar na cidade.
FILHO DE MARGARIDA, ARIMATÉA, VISITA BIBIU DO JATOBÁ EM ALAGOA GRANDE
                Ao completar vinte e oito anos veio morar na Rua Olinda, zona urbana do município, e continuou estudando. Foi essa constante disposição de trabalho e solidariedade que levou Margarida a conquistar a amizade, a confiança e o respeito dos agricultores.                    
                No dia 20 de dezembro de 1967 assume a tesouraria do Sindicato. Em 1973 casou com Severino Cassimiro Alves e no dia 11 de junho de 1975 nascia José de Arimatéia Alves, seu único filho. Em 1973 é eleita presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, sendo reeleita em 1976, 1979 e 1982.
LULA ESTEVE EM ALAGOA GRANDE EM APOIO A LUTA DOS CANAVIEIROS
                Margarida destacou-se como liderança dos trabalhadores canavieiros na luta pelos direitos sociais, alguns já conquistados pelos trabalhadores urbanos. Lutou pelo registro do trabalho em carteira, pela jornada de oito horas diárias de trabalho, 13º salário, ferias anuais e repouso semanal remunerado. Seu empenho sindical na organização dos camponeses desenvolveu-se por mais de doze anos, tendo encaminhado a Justiça muita ações trabalhistas contra os proprietários rurais locais. Numa delas, moveu um processo contra o filho de um fazendeiro que havia espancado uma moradora de suas terras, velha e paralítica.
                A dedicação, a firmeza e a coragem de Margarida na mobilização dos agricultores do Brejo Paraibano repercutiram na Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAS) em Brasília, na Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Paraíba (FETAG-PB) em João Pessoa e em mais trinta e dois sindicatos rurais. Seu exemplo possibilitou o início da poderosa campanha salarial dos canavieiros e a reivindicação de dois hectares de terras para as famílias dos trabalhadores rurais plantarem roças de subsistência. Defenderam, sem medo e sem covardia a liberdade, os direitos trabalhistas e a reforma agrária.
                 Por acreditar na educação como forma de transformação, foi uma das fundadoras do Centro de Educação e Cultura do Trabalhador rural (CETRU) em João Pessoa. Afirmava que as mudanças sociais não dependiam só do Governo, mas da luta de todos para construir uma sociedade justa e igualitária. “Se a gente se isolar, se a gente faz uma concentração por aí e outra por acolá, se o Sindicato é dividido, eles tomam a frente porque eles estão sentindo que estamos desorganizados. É por isso que os poderosos ficam nos ameaçando, nos intimidando e até espionando pra ver qual o trabalhador que faz parte do Sindicato (...) Nos não podemos calar diante dessa multidão de famintos e injustiçados, temos que denunciar a situação em que estamos. A gente nunca vai esmorecer, não queremos o que é de ninguém, nos queremos o que é nosso".
                Após sofrer várias ameaças, foi assassinada no dia 12 de agosto de 1983, às cinco e meia da tarde, na porta de sua casa, com um tiro de espingarda calibre l2 no rosto, disparado por um pistoleiro encapuzado, a mando de latifundiários, que fugiu em seguida. A morte de Margarida causou grande comoção dentro e fora do Estado pelo requinte de perversidade, mas sobretudo em face da liderança que ela exercia no seio dos trabalhadores rurais e do respeito que detinha no meio urbano. Sua morte provocou inúmeras e grandiosas, manifestações publicas dos trabalhadores e de entidades do movimento de mulheres no Brasil e no exterior, em protesto contra a impunidade dos senhores de terra nos atos criminosos que cometem na defesa do sistema latifundiário.
                Durante todos estes anos, inúmeros outros eventos lembraram o martírio de Margarida na Paraíba e em todo o Brasil. Foram programas de rádio, abaixo-assinados e encontros. A imprensa brasileira e também a internacional noticiaram a morte da líder sindical. O nome de Margarida e seu  exemplo se espalham rapidamente por todo o País, Escolas, associações de trabalhadores e de formação sindical, grupos de direitos humanos, ruas e praças recebem seu nome.
                Sobre a impunidade dos assassinos de Margarida Maria Alves, a TV Globo exibiu o caso no programa "Linha Direta", que foi ao ar em agosto de 1999.
                Para finalizar, uma frase de sua autoria: "Da luta não fujo. É melhor morrer na luta do que morrer de fome".

PESQUISA 

José Rosinaldo de França (Beba).

Edição e Fotos - Acervo de Severino Antonio (bibiu - 9 9369 3233 zap).

quarta-feira, 24 de julho de 2019

TALLYSON RAMOS e CORO SINFÔNICO DA PARAIBA, NESTA SEXTA-FEIRA, 26, NO TEATRO SANTA IGNÊZ, ALAGOA GRANDE, PB.

CORO SINFÔNICO DA PARAIBA - EM ALAGOA GRANDE, DIA 26
O Coro Sinfônico da Paraíba faz seu segundo concerto em homenagem ao centenário de Jackson do Pandeiro, desta vez na cidade natal do Rei do Ritmo. A apresentação tem regência do maestro Daniel Berg e acontece nesta sexta-feira (26), às 19h30, no Teatro Santa Ignêz, o terceiro mais antigo do estado, na cidade de Alagoa Grande. A entrada é gratuita.
“O concerto também fará parte da comemoração dos 154 anos o município de Alagoa Grande e contará com a participação do jovem talento da terra, Thallyson Ramos, que já tem se tornado parceiro do coro em outros concertos, e que foi ganhador do 3º Talentos Kids, realizado este ano em Guarabira”, explica o maestro Daniel Berg.
GENIVAL LACERDA com TALLYSON RAMOS - JOVEM TALENTO DE ALAGOA GRANDE, PB - ESTARÁ JUNTO COM O CORO SINFÔNICO no TEATRO SANTA IGNÊZ - DIA 26
O público da cidade poderá desfrutar nesta noite de celebração de um repertório variado, que vai desde os clássicos da música erudita europeia, como “Ave Verum Corpus”, de W.A. Mozart, até as populares canções de Jackson como “Sebastiana”, com arranjo do maestro Chiquito, coordenador do Coro Sinfônico da Paraíba.
A realização do evento terá o apoio da Secretaria da Cultura e Turismo de Alagoa Grande. “Será um momento memorável para a cidade”, destacou o secretário da pasta, Marcelo Felix.
Coro Sinfônico da Paraíba – Fundado em 1960, é um dos grupos oficiais da Orquestra Sinfônica da Paraíba, formado por coristas da mais larga experiência e das mais variadas idades e profissões, que desenvolvem o gosto pelo canto coral, com o objetivo de proporcionar a todos uma música de qualidade.
Desde então, tem atuado junto à Orquestra Sinfônica da Paraíba e Orquestra Sinfônica Jovem, em diversos concertos, com grande repercussão no meio musical, apresentando importantes obras para coro e orquestra, além de concertos didáticos e populares.
O grupo tem, em seu currículo, inúmeras apresentações em festivais nacionais e internacionais em diversas partes do Brasil e em encontros de coros.
Regente – O maestro e professor Daniel Berg é natural do município de Conceição, Paraíba. É formado em Língua Francesa pela Universidade Federal da Paraíba e bacharelando em Regência também pela UFPB. Estudou na Universidade de Lausanne-Suíça (UNIL), onde formou um coral.
Como maestro e solista, se apresentou em cidades da Europa, sobretudo em Zurique, Berna e Lausanne. É professor de educação musical, lecionando musicalização em escolas da capital e rege coros infantis e adultos, femininos e masculinos, sendo o regente titular do Coro Sinfônico do Estado da Paraíba e regente estagiário da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba.
Daniel Berg estudou regência com Henry Leck, Gary Packwood, Karl Nelson, Sara Lynn Baird, Samuel Kerr, Tom K, Geraldo Dias e Luiz Carlos Durier. Recentemente foi convidado pela confederação de regentes da Rússia para ensinar regência nas escolas e conservatório de música em São Petersburgo.
Serviço
Concerto do Coro Sinfônico da Paraíba
Regente: Daniel Berg
Solista: Thallyson Ramos
Dia: 26/07/2019 (sexta-feira)
Hora: 19h30
Local: Teatro Santa Ignêz, Alagoa Grande
Entrada gratuita

Matéria editada por Severino Antonio (bibiu- 9 9369 3233 Zap) direto do Site PARAIBA.COM.BR

segunda-feira, 22 de julho de 2019

PATRIMÔNIO CULTURAL MUNDIAL - EIS O DESTINO DO "FORRÓ".

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FORRÓ PODE SE TORNAR UM PATRIMÔNIO CULTURAL ATÉ MUNDIAL
Afirmativa é da presidente da Associação Cultural Balaio Nordeste, Joana Alves da Silva, que durante dois dias participou do Primeiro Fórum Estadual do Forró de Raiz do Espírito Santo, que aconteceu entre os dias 17 e 18 de julho, na Vila de Itaúnas, distrito de Conceição da Barra. O objetivo é reunir documentos que serão encaminhados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan – para registro do forró como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Após essa etapa, os coordenadores vão levar essa discussão à Organização das Nações Unidas – ONU, para reconhecimento do forró como patrimônio mundial. Evento reuniu as maiores autoridades do forró de raiz, de diversas partes do Brasil, além de autoridades políticas. Entre as presenças, passaram pelo Fórum nomes como o do cantor de forró Del Feliz; do primeiro bailarino do Teatro Nacional do Rio de Janeiro, Marcelo Lages, além do vocalista Tato, do Trio Falamansa, que destacou a importância do Fórum para o Espírito Santo e o Brasil.  
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DONA JOANA ALVES - PRESIDENTE DO FÓRUM NACIONAL DO FORRÓ
 O forró de raiz pode deixar de ser um patrimônio, apenas brasileiro, para se tornar um patrimônio mundial. A afirmativa é da presidente da Associação Cultural Balaio Nordeste, da Paraíba, Joana Alves da Silva, que teve participação importante no Primeiro Fórum  Estadual de Raiz do Espírito Santo. O evento aconteceu  na sede do Parque Estadual de Itaúnas, na Vila de Itaúnas, e reuniu dezenas de pessoas ligadas diretamente ao forró, de várias partes do país, além de autoridades estaduais (Espírito Santo e Rio de Janeiro) e municipal. O Fórum Estadual contou com a participação e apoio do Iphan, Secult e prefeitura de Conceição da Barra, através da secretaria municipal de Cultura e Turismo.
FORROZEIROS DE TODO O BRASIL DISCUTEM SUAS MATRIZES CULTURAIS.
Além de buscar o registro como patrimônio cultural imaterial brasileiro, o Fórum discutiu o reconhecimento do forró enquanto cultura popular tradicional que está presente em vários estados do Brasil e que vem rompendo fronteiras e ganhando o mundo. Para Joana Alves, a proposta do Fórum, além do registro junto ao Iphan, é estimular a cadeia produtiva da música e também incentivar os forrozeiros a se comprometerem com o trabalho que realizam.

Joana Alves lembra que essa busca pelo reconhecimento do forró como patrimônio cultural imaterial brasileiro começou em 2011, quando ela provocou o Iphan ao solicitar o registro junto ao Instituto. “Começamos essa busca para que todos entendam que a cultura resiste a tudo isso. É um processo que começou em 2011 e continua com pesquisas, levantamentos de dados, fotografias e material midiático. A partir daí vamos provocar para conquistar o certificado junto à ONU, quando o forró poderá ser reconhecido como patrimônio mundial. Já passamos por alguns processos em nível municipal e estadual. Agora a briga será pelo registro mundial. Isso é possível. E vamos colocando as pedrinhas em cada lugar”, afirmou.

O secretário Estadual de Cultura, do Espírito Santo, Fabrício Noronha, disse que o registro do forró como patrimônio cultural é um passo importante para o reconhecimento da diversidade cultural brasileira.
Esta matéria foi editada por Severino Antonio (bibiu - 9 9369 3233 zap) direto do site - COSTA DO SOL

sábado, 20 de julho de 2019

ROBÉRIO CHAVES, JACKSON DO PANDEIRO, (...), LEMBRANÇAS ETERNAS.

ROBÉRIO CHAVES - ARTISTA DE ALAGOA GRANDE  QUE COMO O CONTERRÂNEO JACKSON DO PANDEIRO, SE FORAM PREMATURAMENTE. ETERNAS LEMBRANÇAS...
Alagoa grande perde um símbolo de uma geração que ficou órfã do grande Rei do Ritmo, daquele que não o conheceu fisicamente, mas bebeu na fonte da sonoridade plena de Jackson em suas raízes, mantendo-o vivo. Assim Robério o fez durante décadas perenizando o legado deixado pelo ídolo tatuado em seu braço. Robério nos deixa prematuramente, na sua missão de perpetuar a tradição e transmitir a grandeza de seus mestres. Mas ele deixou o exemplo e o vigor dessas heranças que nos habitam tão profundamente. 

O amor e o respeito à tradição e às raízes de nossa cultura. Robério faz agora parte desta constelação musical que não iremos esquecer tão cedo - A dos Jackson Envenenados - nas suas irreverências , ressignificações e, também dos afetos, das sementes plantadas por onde ele transitou.
O menino da geração de 80 encantado pelos sotaques, gêneros e ritmos do grande mestre! . O jovem cuja ousadia e olhar voltado para longe, antenado com o mundo e acreditando ser imortal perpetuou-se no centenário de seu maior ídolo. 


As despedidas são sempre ingratas e dolorosas. Resta a gratidão dele ter contribuído na vida de cada um dos seus afetos e até dos transeuntes discretos e anônimos como eu que um dia cruzei o seu olhar enigmático quanto discreto. Ele também é este fenômeno musical das terras paraibanas, herdeiro do grande Mestre Jackson do Pandeiro. 


Nos deixa saudosos ainda mais nesse centenário de Jackson, onde ele, era um grande articulador! Chega a ser simbólico, esquecendo o lado trágico da separação que se impõe. Simbólico, porque jamais poderemos esquecer de ambos os filhos dessa terra Alagoa Grande que uniu duas gerações de seus filhos através dos tempos em torno de um centenário ao qual estavam intimamente interligados. E hoje espiritualmente juntos na morada celestial. 


O centenário perde e ganha ao mesmo tempo nesse encontro de espíritos. A constelação dos artistas se reencontram a luz de outras celebrações.


Escrito por Dra. Joseilda de Sousa Diniz - da Pro-reitoria de Cultura da UEPB(Campina Grande)!

Editada por Severino Antonio (bibiu do jatobá).

quarta-feira, 10 de julho de 2019

37 ANOS SEM JACKSON DO PANDEIRO

Jackson do Pandeiro
JACKSON DO PANDEIRO - UM DOS MAIORES MÚSICOS DO BRASIL
Há exatos 37 anos silenciavam a voz e o instrumento do artista que ganhou o apelido de Rei do Ritmo. Nascido em Alagoa Grande, na Paraíba, Jackson do Pandeiro trocou Campina Grande e João Pessoa pelo Recife, para crescer na carreira artística. No início dos anos 1950, veio a estreia numa rádio pernambucana e o que seria seu primeiro sucesso, o coco Sebastiana (aquele do "A, E, I, O U, Ypisilone"), composto por Rosil Cavalcanti, com quem Jackson montou uma dupla.
Edição da matéria de Severino  Antonio - bibiu.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

DONA EDITE DO COCO, A NOVA MESTRA DA CULTURA DA PARAIBA

DONA EDITE DO COCO NO TRONO DE SUA HUMILDE CASA EM CAIANA

Em reunião Ordinária realizada nesta sexta-feira, 05 de Julho deste ano de 2019, o Conselho Estadual de Políticas Culturais, órgão máximo da Secretaria de Estado da Cultura da Paraiba, elegeu por unanimidade a cirandeira DONA EDITE DO COCO, natural do Quilombo de Caiana dos Crioulos, Zona Rural de Alagoa Grande, PB, COMO A MAIS NOVA MESTRA DAS ARTES DA PARAIBA. 
CIRANDEIRAS DE CAIANA - DEDICAÇÃO MAIOR DA VIDA DE DONA EDITE
Este resultado faz parte do Edital 001/2017 da SECULT/PB que fez uma chamada pública para o preenchimento de duas vagas existentes uma das quais com o falecimento da Mestra Zabé da Loca.

Através de um projeto desenvolvido por Severino Antonio da Silva (bibiu) fruto de extensa pesquisa, Dona Edite mostrou para a Secretaria da Cultura do Estado da Paraiba, toda sua potencialidade de Cirandeira, Parteira, Rezadeira, Contadora de Histórias, Líder Comunitária, Palestrante, etc.
DONA EDITE DO COCO - NOS PALCOS DA "CONSCIÊNCIA NEGRA"
 Nesta sexta-feira, 05, o relatório final com o segundo resultado do Edital 001/2017 foi lido no plenário do Conselho Estadual da Cultura pela relatora Bia Cagliani que anunciou os escolhidos para as duas vagas existentes no projeto Canhoto da Paraiba, Mestres e Mestras das Artes: EDITE JOSÉ DA SILVA (Dona Edite do Coco) de Alagoa Grande, e PAULO JOSÉ DA SILVA (Paulo dos Babaus) da cidade de Mogeiro.

Lido e colocado em votação, a proposta foi aprovada por unanimidade dos Conselheiros.  A Sessão foi presidida pelo Secretário da Cultura do Estado, Dr. Damião Ramos com a presença da Deputada Estadual Estela Izabel, da Diretora do IPHAEP, da Associação Balaio Nordeste, da Fundação Casa de José Américo e o público presente.
DONA EDITE RECONHECIDA PELAS MAIS ALTAS AUTORIDADES DO ESTADO
 Assim sendo, Dona Edite do Coco e Paulo dos Babaus se tornaram os mais novos mestres da Cultura Paraibana onde vão receber um Certificado de comprovação e uma ajuda de DOIS SALÁRIOS MÍNIMOS para o resto da vida doado pelo Governo do Estado.

Como produtor do projeto e ora Conselheiro Estadual da Cultura, quero parabenizar Dona Edite e todos alagoagrandenses que teremos em nossa História, mais um nome respeitado e reverenciado assim como Margarida e Jackson do Pandeiro.
ASSIM COMO JACKSON DO PANDEIRO, NASCEU COM "A SINA DA CIGARRA"
 Nesta disputa, Dona Edite concorreu deixando para trás nomes como os de Pinto do Acordeom, Daudete Bandeira e muitos outros e outras expoentes da Cultura Paraibana.

Parabéns Dona Edite, a senhora merece por demais este premio, por sua luta, por sua vida digna, por sua capacidade e dom que Deus lhe deu de levar sua música, suas Cirandeiras e seu improviso alegrando, ensinando e enriquecendo a Cultura de Alagoa Grande, da Paraiba e do Brasil
DONA EDITE RESIDE EM CAIANA DOS CRIOULOS - A SIMPLICIDADE E ALEGRIA DAS COISAS SIMPLES QUE ENRIQUECEM  SEU LEGADO CULTURAL.

Edição da matéria: Severino Antonio (bibiu) – Fone/Zap: 9 9369 3233.

Fotos do Acervo de bibiu do jatobá.