sábado, 24 de janeiro de 2015

EM ALAGOA GRANDE – PREFEITO EMITE DECRETO SUSPENDENDO APOIO A EVENTOS CULTURAIS E DEIXA A CLASSE ARTÍSTICA REVOLTADA

Os patrocínios para festividades carnavalescas, eventos culturais, confraternizações, festas, enfeites, presentes e outras situações similares com recursos da Prefeitura Municipal estão suspensas, exceto para ações meramente governamentais. De acordo com o decreto de Nº 005/2015, publicado no último dia 14, estabelece medidas para contenção de gastos públicos nos próximos 90 (noventa) dias.


Apesar de já está no terceiro ano de governo, o Prefeito de Alagoa Grande tem marcado sua gestão  como o Prefeito que dentre outros equívocos administrativos desativou a Secretaria da Cultura (Alagoa grande é a terra de Jackson do Pandeiro, Margarida Alves, das Cirandeiras de Caiana, (...); o Tiro de Guerra do Exército Brasileiro; o Cursinho de Pré Vestibular, etc, etc, agora, através de um Decreto, o mesmo suspende o apoio financeiro para qualquer tipo de eventos culturais. 
 O fato tem revoltado a classe artística de Alagoa Grande e da Paraiba que tem um intenso diálogo com a cultura da terra de Jackson do Pandeiro e alguns ameaçam divulgar “carta de cobrança” na grande imprensa direcionada ao Prefeito que caminha para a finalização de uma das mais desastrosas gestões administrativas da terra de Oswaldo Trigueiro.

Ao proibir apoio cultural através do Decreto Nº 005/2015, segundo a classe artística, o Prefeito foca diretamente na não realização de eventos importantes que pontuam o inicio do calendário Cultural na terra das Repentistas Soledade e Minervina como, por exemplo, a centenária “FESTA DA PADROEIRA” que o mesmo vem, sem o efetivo apoio, matando de inanição ao longo dos últimos anos e, avesso as críticas da comunidade em geral, o mesmo agora “mata” de vez aquela que para nós alagoagrandenses era a mais importante festa da família, do encontro, dos jovens, de se rever os amigos, de se elevar a autoestima para o enfrentamento de um longo ano de trabalho e saudades.
Vai também no bojo desta medida o tradicional “Zé Pereira” que marca através dos anos a sublimar existência do saudoso “Clube 31” que continua vivo no subconsciente das gerações cujas tradicionais famílias, viveram os áureos tempos da riqueza econômica de nosso Município.

Caracterizado como um gestor que não dá continuidade a altura as obras e ações de seu antecessor, alem do descuido para com nossas praças, nosso Cruzeiro, salão do artesanato, Casa Museu de Margarida Alves, Teatro Santa Ignez, e principalmente o Memorial de Jackson do pandeiro, o gestor aponta mortalmente para a criação, a exposição a circulação da produção cultural dos artistas locais e fecha a porta para apoios de  interação cultural.
Ao desativar a Secretaria da Cultura trazendo de volta a poderosa cultura da terra das Cirandeiras de Caiana a ser gerenciada por uma simples Coordenação de Cultura vinculada a Secretaria da Educação, o Prefeito Bôda deixou de cadastrar o Município no SNC – Sistema Nacional de Cultura e com isto, os artistas locais não podem concorrer a uma verba no valor de R$ 1.500.000,00 (Um Milhão e Meio de Reais) que está a disposição através do Edital do FIC – Fundo Augusto dos Anos – recentemente publicado pelo Governo do Estado através da Secretaria da Cultura.  Este ato” beira a irresponsabilidade e demonstra a falta de compromisso do gestor para com nossa produção Cultural” comentou o Conselheiro Estadual da Cultura, Severino Antonio (bibiu) que também é de Alagoa Grande e lamenta o trato que o atual gestor está dando á nossa Cultura. 
Ao tomar conhecimento da emissão do desastrado Edital, o Vereador Josildo Oliveira, líder da bancada da oposição na Câmara de Vereadores e reconhecido como atuante defensor de nossa cultura, disse que “infelizmente Alagoa Grande e principalmente sua cultura está sendo gerenciada por um Prefeito que alem de “atirar” na Cultura através de um “mortal” decreto de não apoio, o mesmo sinaliza para uma vontade de ver desmontada, por terra, a nossa cultura, uma vez que o mesmo até agora não criou instrumentos de apoio como o Conselho Municipal da Cultura;  o Fundo Municipal da Cultura, a ativação da Secretaria da Cultura e por cima, ao não cadastrar Alagoa Grande no Sistema Nacional da Cultura, tira a possibilidade de nossos artistas desfrutarem desta linha financeira para compensar os desmandos do atual gestor; É como diz o ditado, nem faz e nem dá a oportunidade para quer quem fazer, FAZER”, desabafou o atuante Edil.
Assim caminha a terra da banda Jackson Envenenado, do Cordelista maior do Brasil Manoel D’almeida Filho e da cachaça Volúpia; longe das prioridades administrativas do atual Governo Municipal.  Gestão que foca no retrocesso como caminho para o futuro esquecendo que nossa vasta cultura, nossa rica diversidade, poderia como pode, ser a maior ferramenta de desenvolvimento, geração de emprego e renda e inclusão social através do Turismo  que poderia trazer turistas do mundo inteiro para desfrutar de nossas riquezas culturas e gastronômica e deixar os preciosos dólares, euros e reais que tanto precisamos para soerguer esta combalida terra da antiga Usina Tanques do poderoso Dr. Agnaldo Veloso Borges e das lutas Sindicais de nossa mártir Margarida Alves.
Nas redes sócias, nos bate papos na sombra dos pés de figos, nas nossa pequena, grande imprensa, o assunto é um só;  “o desinteresse por nossa cultura demonstrado pelo atual Prefeito jamais vai sucumbir nossa vasta Cultura porque os homens de mau vontade passam e nossa Cultura e Tradições, são etenos”.   E com certeza, é verdade, a pesar da musica mais tocada nas rádios locais e nos paredões ser o hit de Evaldo Freire, “só lembranças”, a terra de dona Edite do Côco, de Cida de Caiana, de Robério Chaves, de Rosildo Sanfoneiro e do Poeta Saulo Mendonça, de Crizelide Barros, da Cia. Oxente de Teatro, espera que o atual gestor reveja suas equivocadas posições no trato para com esta terra que já foi uma das mais efervescentes cidades culturais da Paraiba


Redação e Fotos - bibiu do Jatobá  

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